LOJA MAÇÔNICA AZILO DA RAZÃO 0167

Data da Fundação: 21/08/1835
Endereço: BR. 070, SAÍDA PARA JUSSARA,
GOIÁS - GO  Cep: 76.600-000
Sessão: QUARTA Rito: ESCOCÊS

Títulos e Condecorações:
26/10/2007 - CINQÜENTENÁRIO DO GOEG
25/08/2004 - SOLIDARIEDADE MAÇÔNICA
10/06/2002 - LEALDADE MAÇÔNICA
14/10/1998 - DEDICAÇÃO MAÇÔNICA
19/10/1983 - GRANDE BENFEITORA DA ORDEM
19/10/1983 - ESTRELA DA DISTINÇÃO MAÇÔNICA
18/03/1971 - CRUZ DA PERFEIÇÃO


Estandarte da Loja Maçônica Azilo da Razão 0167


Fachada do templo da Loja Maçônica Azilo da Razão 0167


Templo da Loja Maçônica Azilo da Razão 0167
Foto tirada por ocasião da regularização da Loja Maçônica Razão e Trabalho 3909


Templo da Loja Maçônica Azilo da Razão 0167


Pintura do antigo templo da Loja Maçônica Azilo da Razão 0167,
feita pela cunhada e artista plástico Eliania Silva de Quirinópolis GO

Historia da Loja Maçônica Asilo da Razão*


Em 21 de agosto de 1835, há 170 anos passados (2005), portanto, era lançada às margens do lendário Rio Vermelho, em Vila Boa de Goiás, a primeira semente do ideal maçônico em nosso Estado. Oriunda da Loja Maçônica “Razão”, do Oriente de Cuibá MT., foi funda pelos maçons: Sêneca, Bion e Fenelon. Tais pseudônimos escondiam a verdadeira identidade daquela idealistas, para escaparem à implacável perseguição moda contra a Maçonaria naquela época.

Iniciava-se então, uma luta sem tréguas contra os escravagistas que teimavam em manter cativos a seu serviço, maculando os princípios de liberdade, ferindo a dignidade mínima da condição humana; reduzindo-a ao estado de barbárie, e dos irracionais.

Asilo da Razão proíbe terminantemente que qualquer membro de seu quadro tenha escravos sob seu jugo, estabelecendo a indispensável coerência entre o que se prega e o que se pratica. Numa atitude corajosa, quanto altruísta, passa a arrecadas numerário entre seu membros com a finalidade de amealhar fundos para a compra de “cartas de alforria”, propiciando a liberdade de muitos escravos.

Quando Maçons da cidade de Goiás receberam cerca de vinte dias depois, a notícia da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, alegravam-se com a constatação de que para a antiga Vila Boa, aquela lei tornara-se sem efeito. A maçonaria havia libertado todos os seus escravos. Conta-se que os últimos receberam sua liberdade à beira do túmulo de um valente Maçom que muito lutou em prol do ideal abolicionista, tendo sido colocados junto a seu esquife, os derradeiros grilhões que mantinham cativos na capital deste Estado, nossos irmãos de cor negra.

Finalizamos repetindo uma estrofe do HYMNO ABOLICIONISTA, de autoria de F. Bulhões, com música de J. M. Tocantis. Este hino foi cantado na festa que marcou a instalação do Centro Libertador da Maçonaria Vilaboense, no antigo Teatro São Joaquim, em 01 de janeiro de 1885. Sua terceira estrofe diz:

Lava, escravo d’essa fronte
O sêllo da escravidão;
Já desponta no horizonte
A aurora da redempção.

Congratulamo-nos com os irmãos da ARLS “Asilo da Razão” – nº 167 nas comemorações de seu 170º aniversário, por tudo que sua loja representa perante a Maçonaria Goiana, por sue pioneirismo, e muito  especialmente por sua atuação no combate à desumana e odiosa escravidão.

* Síntese de trabalho produzido pelo Irmão Luiz Xavier de A. Godinho e publicado no Jornal “Liberdade e União” edição nº 178 de julho/agosto/2005, da Loja Maçônica Liberdade e União 1158 de Goiânia GO.

 


Jornal "Polianthéa" produzido nas comemorações do centenário da Loja Azilo da Razão 0167

Segundo o escritor maçônico Kurt Prober no livro "Cadastro Geral das Lojas Maçônicas do Brasil - Ativas, abatidas e inativas", edição de 1975, página 55, consta que foram fundadores dessa loja os Irmãos: Seneca - Venerável, Salomão - 1º Vigilante, Sully - 2º Vigilante, Confúcio - Orador e Tesoureiro Interino, Bion Secretário Interino, e Fenelon - Experto.

E que os motivos da dissidência da Loja Razão foram expostas num Manifesto de 20/04/1834, cujo texto infelizmente não chegou aos nossos dias.

Consta também que a Loja Maçônica Azilo da Razão 0167 obteve o títulode Benemerita do GOB em 11/06/1887 pela sua destacada atuação na Abolição. Adormeceu em 1891, sendo reerguida por 14 obreiros em 14/03/1911, liderados pelo Irmão Luiz Antônio de Abreu, e tendo sido regularizada em 21/07/1911.

Regulamento particular da Loja Azilo da Razão de 1922

 

 

Abel Tolentino
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