LOJA MAÇÔNICA LIBERDADE E UNIÃO 1158

Data da Fundação: 23/06/1937
Fone: 62-3223.4087
E-mail: liberdadeeuniao@gmail.com
Endereço: AV. PARANAÍBA ESQ. AV. GOIÁS Bairro: CENTRO
Cidade: GOIÂNIA - GO  Cep: 74.025-971
Sessão: TERÇA Rito: ESCOCÊS
Link:  Liberdade e União

Títulos e Condecorações:
26/06/2012 - Estrela da Distinção Maçônica
26/10/2007 - Cinqüentenário do GOEG
14/10/2006 - Dedicação Maçônica
13/10/2006 - Lealdade Maçônica
13/10/2006 - Solidariedade Maçônica
10/07/2002 - Estrela da Distinção Maçônica
19/03/2002 - Lealdade Maçônica
12/12/1994 - Grande Benfeitora da Ordem
10/05/1985 - Benfeitora da Ordem


Estandarte da Loja Maçônica Liberdade e União 1158

SÍNTESE HISTÓRICA DA LOJA MAÇÔNICA LIBERDADE E UNIÃO 1158
Irmão Rui Gonçalves Doca

Timbre da Loja Maçônica Liberdade e União 1158

Quando Goiânia ainda engatinhava, não havia aqui nenhuma Loja Maçônica. Os Maçons que aqui aportavam, vindos de outros Orientes, dirigiam-se a Trindade, distante 17 quilômetros da capital, para ali se reunirem nos finais de semana, na Loja “Trindade”.

Em 1936, o português naturalizado brasileiro, Manoel Guilhermino dos Santos, representante comercial oriundo do Oriente de Ribeirão Preto SP, sugeriu a outros Maçons aqui já radicados, a criação da primeira Loja Maçônica na nova capital que despontava.

O grupo reuniu-se na casa de Arthur Magalhães, na Avenida 24 de outubro nº 801, na antiga Campininha. Ali foram tomadas as primeiras providências para a concretização daquele ideal. Aprovaram a fundação da Loja Provisória, que recebeu desde logo o nome de “Liberdade e União”.

Assim, em 23 de junho de 1937, foi criada a primeira Loja Maçônica de Goiânia, com o título distintivo de Loja Maçônica Liberdade e União – nº 1158, sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil e praticando o Rito Escocês Antigo e Aceito, com reuniões às quintas-feiras às 20:00 horas. Foram seus fundadores: Arthur Magalhães, João Manoel da Silva, Manoel Guilhermino dos Santos, Augusto França Gontijo, Santino Lyra Pedroza, João Augusto Melo Rosa, Floriano Robeiro Rodrigues, Bernardino Rosa, Geraldo Sarti, Braz Nicolau Limongi, Levy Fróes, Adelino Ferreira da Silva, Henrique Carneiro de Castro, João Elias de Oliveira, Homero Rosa, Divino José de Oliveira, Avelino Álvares dos Santos, Leopoldo Hermano de Brito e Domingos Garcia Lima.

Naquela noite, com a presença de cerca de 20 Maçons vindos de outras regiões do país e deste Estado, foi empossada a Diretoria Provisória da Loja, que ficou assim constituída: Venerável-Mestre Augusto França Gontijo, 1º Vigilante João Manoel da Silva, 2º Vigilante Santino Lyra Pedroza, Orador João Augusto Melo Rosa, Secretário Floriano Ribeiro Rodrigues, Tesoureiro Bernardino Rosa e Chanceler Arthur Magalhães. O Orador de ofício, João Augusto Melo Rosa, requereu a constituição de uma Comissão Especial composta de três membros, para levar ao conhecimento do Exmº Sr. Governador do Estado, a auspiciosa notícia da fundação da ARLS “Liberdade e União”.

A Comissão integrada pelos Irmãos João Augusto Melo Rosa, Arthur Magalhães e Levy Fróes, levou a boa nova ao Interventor, Pedro Ludovico Teixeira, que a recebeu entusiasticamente! Ele que também era Maçom, iniciado na Loja “Luz e Caridade”, ao Oriente de Uberlândia-MG.

Por interveniência do Governador Pedro Ludovico Teixeira, o Estado de Goiás doou terrenos à recém-criada Loja Maçônica “Liberdade e União”, onde foram edificados o Instituto Libertas e a FAMA – Atual “Fraternidade e Assistência a Menores Aprendizes”.

Após a regularização da Loja, foi mantida a mesma Diretoria. Tendo recebido em doação do Irmão Domingos Garcia Lima, um terreno na Rua Pires do Rio, em Campinas, cuidou de edificar ali, ainda que modestamente, seu primeiro Templo. A construção foi projetada e supervisionada pelo Irmão Eng. Civil, Geraldo Rodrigues dos Santos.

A Sessão Inaugural do Templo se deu em 10 de janeiro de 1938. E, finalmente, no dia 14 de maio do mesmo ano, aconteceu a Sessão Magna de Regularização da Loja, com a presença de 49 Maçons representantes de várias Lojas, que vieram prestigiar o evento.

É importante ressaltar o apoio recebido da Loja “Trindade”, atual Loja “João Braz”, antes, durante e depois da construção do 1º Templo de “Liberdade e União”, mantendo com esta, estreita relação de amizade e cooperação.

Com o crescimento do número de Obreiros, havia necessidade da construção de um novo Templo capaz de acomodar o grupo de Irmãos que continuava aumentando. Na segunda gestão do Irmão Geraldo Rodrigues dos Santos como Venerável, foi feita a solicitação de doação do terreno nº 64-116, Qd. 110 da Av. Paranaíba, esq. c/ Av. Goiás, com área de 804,90m2. Com a decisiva intervenção do jovem Capitão e Irmão Benedito da Silva Albuquerque, Chefe da Casa Militar e amigo pessoal do Governador, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, o Decreto de “doação” foi assinado, com a condição de que a construção se desse no prazo máximo de dois anos. No dia 23/10/41, foi realizada uma Sessão Magna de Lançamento da Pedra Fundamental do que viria ser o 2º Templo de “Liberdade e União” no endereço acima descrito.

Em 10/04/42, “Liberdade e União” foi elevada à categoria de Loja Capitular, regularizada em 12/06/42.

A construção do novo Templo arrastava-se morosamente, ante muitas dificuldades como a falta de recursos e a oposição que lhe fazia um grupo de Irmãos residentes em Campinas, que teria de se deslocar para Goiânia à noite, no escuro, a pé e muitas vezes sob chuva; o que acontecia com os residentes em Goiânia enquanto o Templo permanecia em Campinas.

O Governador, que já havia prorrogado por mais de uma vez o prazo dado inicialmente (de dois anos), negava-se a conceder novo prazo; mas mandou que fosse liberado pelo Diretor de Higiene, Dr. José Magalhães da Silveira, o termo de “Habite-se”, embora as obras não estivessem perfeitamente concluídas. De posse do “Habite-se”, o Irmão João de Paula Teixeira Filho (conhecido como “Parateca”), 2º Vigilante No exercício do veneralato, tratou de articular a transferência de “Liberdade e União” para seu 2º Templo mesmo inacabado, a fim de consolidar a posse como “donatária” do valioso terreno, dentro do prazo estipulado e prestes a se esgotar.

Agindo com habilidade e astúcia, o Irmão Parateca conseguiu aglutinar um bom número de Irmãos que comungava com ele da mesma idéia, fazendo constar em “Ata” que a próxima Sessão seria realizada em Goiânia. Desta maneira, arranjou um caminhão com o Irmão Santino e o Irmão Josias Silva incumbiu-se de fazer a mudança, contrariando seus opositores.

No dia 04/02/44, foi concretizada a transferência da Loja “Liberdade e União” com todos os seus pertences, para o seu 2º Templo na Av. Paranaíba esq. c/ Av. Goiás.


Segundo templo da Loja Maçônica Liberdade e União 1158

Onde houvera sido seu 1º Templo, em Campinas, surgiu a ARLS “Acácia Brasiliense I”, integrada em parte, por descontentes, talvez em sinal de protesto.

No dia 11/02/44, o Venerável-Mestre João de Paula Teixeira Filho (o Parateca) fez realizar Sessão Magna de Inauguração do 2º Templo de “Liberdade e União”, ainda que em condições precárias.

Superado o impasse das divergências ocorridas por ocasião da transferência para Goiânia, “Liberdade e União” consolidou sua situação jurídica, recebendo o título definitivo de seu valioso imóvel, prosseguindo em sua trajetória de desenvolvimento, de mãos dadas com sua filha primogênita, a “Acácia Brasiliense I”.

Pelo Decreto nº 1430, de 30/04/46, foi a Loja Maçônica “Liberdade e União” declarada “Benemérita da Ordem”.

Com a nomeação do Irmão Santino Lyra Gomes Pedroza, 2º Delegado do Grão-Mestrado do GOB em Goiás, voltando-se as atenções políticas e econômicas para Goiânia, “Liberdade e União” passou a centralizar todos os acontecimentos maçônicos de Goiás.

Em 10/02/46, nascia do seio de “Liberdade e União”, a ARLS “Ordem e Progresso II”, que funcionaria no Rito Moderno, já visualizando a criação do Grande Oriente Estadual.

Em outubro de 1948, foi nomeada uma Comissão para se formar provisoriamente um “Diretório Central das Lojas Maçônicas do Estado de Goiás”, que intermediaria o relacionamento delas com o GOB e que viria a ser o embrião do futuro GOEG.

Foi materializada a idéia de criação da FAMA, que inicialmente significava “Fundação de Assistência a Menores Abandonados”; depois evoluiu para “Fundação de Assistência a Menores Aprendizes” e atualmente, atendendo a exigências do Ministério Público, de conformidade com o Estatuto do Menor e do Adolescente, no novo Estatuto da FAMA, a sigla passou a significar: Fraternidade e Assistência a Menores Aprendizes. Foi criada a biblioteca de “Liberdade e União”.

Com o falecimento do Irmão Santino Lyra Gomes Pedroza, passou a ocupar por consenso, o cargo de Delegado Especial do GOB em Goiás, o Irmão João Pedatella. Como o cargo continuava vago, gerando disputas internas, foram nomeados três Delegados do GOB em Goiás, mediante o Ato nº 2226 de 11/09/50, todos de “Liberdade e União”. Foram eles: Carlos Machado de Araújo, João de Paula Teixeira Filho e João Pedatella.

Em conseqüência do acima exposto, em 17/10/50, em Sessão Especial, foi instalada nas dependências de “Liberdade e União”, a 1ª Delegacia do GOB em Goiânia, tendo sido deliberada a divisão do Estado de Goiás em três Zonas Maçônicas, ficando a Zona Norte sob a responsabilidade do Irmão João Pedatella, a Zona Sul (Estrada de Ferro) com o Irmão João de Paula Teixeira Filho e a Zona Sudoeste com o Irmão Carlos Machado de Araújo.

O Irmão Divino José de Oliveira foi nomeado Secretário da Agricultura de Goiás e o Irmão Venerando de Freitas Borges foi eleito Prefeito de Goiânia, assumindo o cargo em janeiro de 1950.

A Maçonaria goiana viveu dias difíceis, com a perseguição sistemática da Igreja Católica em todo o Estado. “Liberdade e União” criou a “Caravana da Solidariedade”, que percorria o interior hipotecando solidariedade às Lojas e Irmãos atingidos por tal perseguição, até que os problemas foram superados.

Em 1952 foi designada uma Comissão constituída dos Irmãos Cláudio das Neves, Rubens Carneiro dos Santos e Humberto Guimarães, para redigir o Regimento Interno de “Liberdade e União”, logo a seguir pronto e aprovado.

A 03/05/53, realizou-se um banquete de confraternização pela conclusão das obras de construção do 2º Templo de “Liberdade e União”, com a presença de 205 Maçons e diversas autoridades governamentais de Goiás.

As co-irmãs: “Aurora de Goiás” e “Acácia Brasiliense II” ao nascerem, valeram-se do Templo de “Liberdade e União”, a elas cedido para suas reuniões. Havia estreitíssimo relacionamento com a Maçonaria do Triângulo Mineiro, à época.

É fundada a Associação Feminina “Filhas de Hiram”, congregando as cunhadas de “Liberdade e União”.

De posse da Escritura Pública Definitiva do terreno doado a “Liberdade e União” na Av. Paranaíba esq. c/ Av. Goiás, foram ultimadas as providências para a incorporação destinada à construção do 3º Templo da mesma.

A última Sessão realizada no 2º Templo aconteceu em 16/10/64.

Com a demolição do 2º Templo, “Liberdade e União” passou a realizar suas reuniões no Templo da Loja “Ordem e Progresso II”, gentilmente cedido pelo seu Venerável, Nasseri Gabriel.

Três assuntos palpitantes tomavam corpo em “Liberdade e União”: a consolidação do PEMEG, idealizado pelo Irmão Waltrudes Cunha, a criação de um jornal e a implantação do “Instituto Libertas”.

Algumas Lojas maçônicas que haviam se filiado ao Grande Oriente Unido, retornaram ao GOB.

A Maçonaria goiana se fazia presente em todos os acontecimentos relevantes em nosso Estado, e, “Liberdade e União” por sua pujança, liderava em tais participações. Em seu quadro de Obreiros, figuravam médicos, advogados, professores, militares, contabilistas, magistrados, procuradores, Deputados Estaduais e Federais, Senadores da República, Secretários de Governo, e o Prefeito da Capital. O próprio Governador, não era membro da Loja, mas sendo Maçom, mantinha ótimas relações com ela. A participação dela era decisiva em muitos assuntos polêmicos de interesse da sociedade em geral, como na criação da Universidade Federal de Goiás.

Em 23/10/63, Nasseri Gabriel foi designado Grande Inspetor Litúrgico do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceito) em Goiás.

Para criação do Grande Oriente do Estado de Goiás, três fases tiveram de ser superadas: na primeira, o Irmão José Reis Pessoa viu seu ideal fracassar, ante a exigência de haver na região de Goiânia pelo menos três Lojas maçônicas de Ritos diferentes.

Na segunda fase, “Liberdade e União” encabeçou o movimento, mas como as Lojas “Acácia Brasiliense I” e “Acácia Brasiliense II” passaram a pertencer ao Grande Oriente Unido, não podendo participar de trabalhos no âmbito do GOB, uma vez mais o assunto teve de ser adiado.

Na terceira tentativa, “Liberdade e União” propiciou condições a seus próprios membros de criarem outra Loja maçônica, nascendo assim a “Ordem e Progresso II”, com trabalhos no Rito Francês ou Moderno e com a participação da Loja “Asilo da Acácia” no Rito Adonhiramita, as três preencheram as condições exigidas pelas leis vigentes.

Finalmente, com a vinda a Goiânia do Soberano Grão-Mestre Geral do GOB e o empenho do Irmão Nasseri Gabriel, apoiado por um grupo de eminentes Maçons goianos, aquela mais alta autoridade maçônica do país, decidiu pelo Decreto nº 1830 de 24/03/59, criar o Grande Oriente do Estado de Goiás.

Posteriormente, o Grão-Mestre Geral do GOB, Irmão Cyro Wernek de Souza e Silva, baixou o Decreto nº 1832 de 30/03/59, ratificando o “Tratado de Mútuo Reconhecimento, Fraternal Amizade e Estreita Colaboração” assinado com a Sereníssima Grande Loja do Estado de Goiás.

Terminado seu mandato como Venerável de “Liberdade e União”, o Irmão Nasseri Gabriel foi empossado como Grão-Mestre do GOEG, instalado em 07/06/59, como seu primeiro Grão-Mestre.

Nos primórdios da criação do GOEG, “Liberdade e União” cedeu uma sala para que ele ali funcionasse, enquanto não tinha sua sede própria.

Durante a gestão do Venerável-Mestre Irmão Vivaldo Borges Campos, foi criada uma Comissão para realizar estudos visando a demolição do prédio do 2º Templo se “Liberdade e União”. Esta Comissão era integrada pelos Irmãos Nasseri Gabriel, Cláudio das Neves, Vivaldo Borges Campos, José Fidelis Soares, Antônio Gianotti, Odorico Nery, Henrique Duarte Costa Neto, João Dácio das Neves e Aryovaldo Tahan.

No final da gestão do Venerável-Mestre Irmão Cláudio das Neves foi aprovado um arrojado projeto entregue à Construtora Provalle, que consistia na demolição do então acanhado 2º Templo, para que fosse erguido naquele espaço o Edifício “Liberdade”, onde se encontra o 3º Templo e demais dependências de “Liberdade e União” atualmente.


Terceiro templo da Loja Maçônica Liberdade e União 1158

É necessário ressaltar o excepcional empenho e dedicação do Irmão Eng. Nabor Cordeiro do Valle, Diretor da Empreiteira, extrapolando os limites pactuados, para como Maçom, ajudar a FAMA, auxiliar de todas as formas, fornecendo plantas, registro de documentos em cartório, cessão de máquinas, Mestre-de-obras, materiais, tudo gratuitamente.

Foi um gigantesco esforço, alicerçado na fé, cooperação e boa vontade de todos. Paralelamente, “Liberdade e União” prosseguia cumprindo suas responsabilidades com a Colônia Santa Marta, com a FAMA, com o Instituto Libertas, com o Preventório Afrânio Azevedo e pedidos de ajuda que chegavam de todo o país, além de pobres e enfermos pedintes na porta da Loja em dias de Sessão. Como se fora “milagre”, todas as demandas iam sendo paulatinamente atendidas.

O Irmão Benedito Vicente Ferreira (Benedito Boa-Sorte), Deputado Federal e depois Senador da República, doou 6 metros de mogno para fabricação de 100 cadeiras para compor e ornamentar o Templo, as quais receberiam tampos de couro de Uberaba-MG.

Após pouco mais de um ano da demolição do 2º Templo, no dia 25/02/66, “Liberdade e União” realizou sua última Sessão no Templo da Loja “Ordem e Progresso II”; e no dia 02/03/66, realizou sua primeira Sessão no 3º Templo ainda provisório e inacabado, da Av. Paranaíba nº 114, que depois recebeu o número 984.

O Vereador, Irmão João de Paula Teixeira Filho criou a Lei Municipal isentando de impostos as Lojas maçônicas da Capital.

O Irmão Osíres Teixeira, membro de “Liberdade e União”, Ex-Deputado Estadual, Ex-Vice-Governador, quando Deputado Federal, foi eleito Grão-Mestre Geral Adjunto do GOB.


Templo da Loja Maçônica Liberdade e União 1158

Por ocasião da Sagração do 3º Templo de “Liberdade e União”, perfeitamente pronto e acabado, houve uma festa como jamais vista em Goiânia em termos de Maçonaria, com a presença do Grão-Mestre Geral do GOB, Irmão Moacir A. Dinamarco.

O Irmão Jair Assis Ribeiro declinou de sua indicação para concorrer ao Grão-Mestrado do GOB, candidatando-se à Presidência da FAMA, para a qual já tinha planos. Eleito, fez um admirável trabalho à frente daquela instituição, sendo sucedido pelo Irmão Getúlio Varanda.

Na sucessão do Irmão Gumercindo Inácio Ferreira ao Grão-Mestrado Estadual, foram lançados os nomes de Rubens Carneiro dos Santos como titular e Jair Assis Ribeiro como seu Adjunto.

Foram eleitos sem qualquer disputa.

Tendo o GOEG iniciado suas atividades na sede de “Liberdade e União”, com a demolição do 2º Templo desta, o GOEG transferiu-se para a Loja “Ordem e Progresso II”. Ao ser inaugurado o 3º Templo de “Liberdade e União”, o GOEG não retornou também, pois o Grão-Mestrado já havia visualizado a construção de sua sede própria.

Tendo assumido a titularidade do Grão-Mestrado Estadual, por motivo de doença da filha Mônica, do Irmão Rubens Carneiro dos Santos, o Irmão Jair Assis Ribeiro lançou a Pedra Fundamental do que viria ser a sede futura do GOEG. O terreno foi adquirido da FAMA por preço simbólico, na Rua Armogaste José da Silveira nº 250, no bairro da FAMA, cujo nome é de um dos filhos de “Liberdade e União”.

Como Ajunto, o Irmão Jair teve a seu lado na administração do GOEG, o Irmão Arthur da Cunha Bastos, também de “Liberdade e União”. Ambos lutaram muito para ao final de seus mandatos, entregarem a sede do GOEG ainda parcialmente construída, mas já em condições de abrigar o mobiliário indispensável ao desempenho de suas funções, bem como sua equipe administrativa.

O Irmão Jair Assis Ribeiro sucedeu o Irmão Osíres Teixeira no Grão-Mestrado Geral do GOB, e lá também fez um trabalho espetacular, pacificando os ânimos no seio da Maçonaria Brasileira, ampliando seu Quadro de Obreiros e Construindo o Palácio Maçônico do GOB em Brasília.

Na gestão do Venerável-Mestre Irmão Messias de Souza Costa, através do Ato nº 3013 de 14/09/69, emanado do Soberano Grão-Mestre Geral da Ordem, “Liberdade e União” foi agraciada com o título de “Benfeitora da Ordem”. Nesta época, a Loja contava com 308 membros ativos em seu Quadro de Obreiros.

Em 26/07/75, por intermediação da Loja “Liberdade e União”, o corpo do Irmão Cláudio das Neves, brutalmente atropelado por um facínora, foi entregue à Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, cumprindo vontade expressa da vítima em testamento, com a anuência de seus familiares.

O Irmão Chafic Gabriel concorreu como candidato a Grão-Mestre Estadual Adjunto, na chapa em que o Irmão Eurípedes Barsanulfo Junqueira concorria como titular. Foram eleitos e empossados.

Em 13/10/78, foi fundado o jornal maçônico “Liberdade e União”, tendo sua Direção ficado a cargo dos Irmãos Chafic Gabriel e Milton de Melo. Seu primeiro exemplar circulou no dia 23/06/79. O jornal foi registrado no Cartório da 2ª Zona de Protestos, Títulos e Documentos em 16/06/80, sob o nº 255A04.

A FAMA destinou boa parte do seu terreno para a criação do Cemitério “Jardim das Palmeiras”.

Pelo Ato nº 935, o Supremo Conselho do Brasil para o REAA autorizou os obreiros de “Liberdade e União” a cursarem os Graus Inefáveis na Loja de Perfeição “Tiradentes”, fundada e funcionando em suas dependências.

O Estatuto da Associação das “Filhas de Hiram” foi redigido pelo Irmão Luiz Mendes Ferreira e registrado no Cartório de Títulos e Documentos.

A Loja “Liberdade e União” adquiriu um apartamento construído sobre seu Templo no Edifício “Liberdade”, por questão de ordem técnica.

Passou ao Oriente Eterno o Irmão Pedro Ludovico Teixeira, Ex-Interventor, Ex- Governador do Estado de Goiás, Ex-Senador da República e um dos grandes benfeitores de “Liberdade e União”.

Com a intenção de se criar um clube recreativo privado, para lazer dos membros de “Liberdade e União” e suas famílias, foi adquirido um terreno no município de Aparecida de Goiânia. Ali seria edificado o “Clube Social Recreativo Liberdade e União”. Entretanto a idéia não vingou, decidindo-se pela venda do aludido terreno.

Com uma administração austera, o Venerável-Mestre Irmão Luiz Hugo Ruguê Bernardes, executou um saneamento das finanças de “Liberdade e União”, promovendo reajustes amigáveis e judiciais dos aluguéis de imóveis da Loja, elevando substancialmente sua receita.

Foi comemorado festivamente os 50 anos de fundação de “Liberdade e União”. Foi editado e distribuído em Sessão Solene o livro “JUBILEU DE OURO” de autoria do Irmão Luiz Gonzaga Marques, contando a história da Loja e seus personagens desde sua fundação em 23/06/37.

Foi criada a Comenda “Cláudio das Neves”, para ser outorgada a Maçons ou entidades paramaçônicas que prestaram relevantes serviços a “Liberdade E União” ou à Maçonaria.

Em 22/05/90, por proposta do Venerável-Mestre Irmão Gervalino José de Almeida foi criado o Coral “Vozes da Liberdade. Também em sua gestão foi criada a APJ (Associação Paramaçônica Juvenil), tendo sido designado para sua direção, o Irmão Jeorson Ferreira dos Santos.

O Irmão Jair Assis Ribeiro foi reeleito, continuando à frente dos destinos do Grão-Mestrado Geral da Ordem no GOB.

O Irmão Getúlio Varanda renunciou ao cargo de Presidente da FAMA, sendo substituído pelo Vice-Presidente, Waldir Araújo da Silva.

Em 21/04/92, em Sessão Comemorativa do Bicentenário da Morte de Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), patrono da Polícia Militar do Estado de Goiás, foi conferida à dita corporação, na pessoa de seu Comandante, a Comenda “Cláudio das Neves”.

Em 04/12/92, uma caravana de “Liberdade e União” esteve presente às festividades de inauguração do Palácio Maçônico do GOB, em Brasília.

O Irmão Joneval Gomes de Carvalho assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás.

A administração do Instituto Libertas passou à responsabilidade do GOEG e Grandes Lojas do Estado de Goiás.

Foi criado o Conselho dos Ex-Veneráveis e o Fundo de Assistência aos Irmãos carentes de “Liberdade e União”.

Em Sessão Especial Comemorativa da Semana da Pátria, realizada no dia 06/09/94, tendo como palestrante o Cel. Av. João Sandim, Comandante da Base Aérea de Anápolis, foi conferida àquela unidade da Força Aérea Brasileira, na pessoa de seu Comandante, a Comenda “Cláudio das Neves”.

O Venerável-Mestre Irmão Guilherme Luiz Gonçalves, designou o Irmão Rui Gonçalves Doca para promover uma reedição do livro “JUBILEU DE OURO”, de autoria do Irmão Luiz Gonzaga Marques, acrescentando-lhe um apêndice constando os fatos e personagens relevantes em sua história subseqüente, até o presente momento.

O Venerável-Mestre Irmão Valdivino José de Oliveira assume o cargo e tenta implantar o projeto “Analfabetismo Zero”, que visava erradicar o analfabetismo da área central de nossa Capital.

Foram tantos os óbices, que o projeto não deslanchou.

O Irmão Gesmar José Vieira é eleito Presidente da FAMA, implantando ali um sistema de administração colegiada, que resultou bastante eficiente.

Foi realizada em “Liberdade e União” com sucesso, uma série de Simpósios sobre os temas: Educação, Saúde e Segurança Pública.

O Irmão Rui Gonçalves Doca recebeu no dia 16/11/98, o prêmio a que fez jus por sua participação no “I Concurso de Contos Professor Venerando de Freitas Borges”, promovido pelo GOEG, através da Grande Secretaria de Cultura.

Foram encadernadas algumas coletâneas do Boletim Informativo Semanal da Loja, “Informaçônico”, de números: 001 a 200.

No dia 21/08/00, a Assembléia Legislativa do Estado de Goiás concedeu à Loja Maçônica Liberdade e União, a medalha do Mérito Pedro Ludovico, por relevantes serviços prestados ao Estado.

Na Sessão do dia 06/02/01, o Irmão Rui Gonçalves Doca, Secretário da Loja, fez a apresentação do que viria ser o Logotipo oficial de “Liberdade e União”, cujo teor foi discutido, votado e aprovado.

O Irmão José Gonçalves da Cunha foi reeleito para o exercício da Presidência do PEMEG, por mais um período.

Nas comemorações do 65º Aniversário de “Liberdade e União”, foi publicado e distribuído o livro alusivo à data, contendo em sua primeira parte, a íntegra do livro “JUBILEU DE OURO”, de autoria do Irmão Luiz Gonzaga Marques; e uma segunda parte de autoria do Irmão Rui Gonçalves Doca, complementando a história de “Liberdade e União” nos quinze anos subseqüentes.

O dinamismo da vida é uma roda que não pára nunca. Como este é um relato bastante sintético, não iremos nos deter na rotina de fatos menores, ainda que tenham sua inegável importância. Todos os Veneráveis que passaram por Liberdade e União, deixaram assinaladas as marcas de seu trabalho, de sua dedicação e competência; do desejo de acertar e fazer sempre o melhor.

Finalizando, chegamos ao momento que o Venerável Americano do Brasil Freitas passa o primeiro malhete da Loja a seu sucessor, Luiz Carlos de Castro Coelho. Ao assumir seu mandato em 2005, o Irmão Americano arregaçou as mangas e deu início a uma reforma geral nas dependências da Loja, culminando com uma completa restauração do Templo, que ficou deveras muito lindo. Preocupou-se o Venerável com a ritualística, a começar pelas cores pertinentes ao REAA e a observância do que preceitua o Ritual durante os trabalhos em Loja. Cuidou de incrementar o Quadro de Obreiros, sem descuidar da qualidade dos candidatos. Assim, sob a batuta do Venerável Americano do Brasil Freitas, A Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Liberdade e União” nº 1158 seguiu sua trajetória, dignificando a Maçonaria.

Abaixo apresentamos a relação dos Veneráveis que ao longo dos anos detiveram em suas mãos o primeiro malhete de Liberdade e União.

VENERÁVEIS QUE ADMINISTRARAM “LIBERDADE E UNIÃO”

01 – Augusto França Gontijo – 1937/38
02 – Floriano Ribeiro Rodrigues – 1938/39
03 – Geraldo Rodrigues dos Santos – 19439/40 – 1941/42, 43
04 – Divino José de Oliveira – 1940/41
05 – Benedito de Albuquerque Pereira – 1943/44
06 – Santino Lyra Gomes Pedroza – 1944/45 – 1946/47
07 – João de Paula Teixeira Filho – 1945/46
08 – Alexandre Gabriel – 1947/48, 49, 50, 51
09 – Antônio Ferreira Pacheco – 1951/52, 53, 54
10 – Cláudio das Neves – 1954/55,56 – 1963/65
11 – Luiz Ângelo Milazzo – 1956/57
12 – Joaquim Brandão Ferreira – 1957/58 – 1959/60, 61 – 1962/63
13 – Nasseri Gabriel – 1958/59
14 – Vivaldo Borges Campos – 1961/62
15 – Jair Assis Ribeiro – 1965/67 – 1967/69
16 – Messias de Souza Costa – 1969/71
17 – Chafic Gabriel – 1971/73, 75, 77, 78, 79
18 – Gervalino José de Almeida – 1975/77 – 1989/91
19 – Saul Leão do Couto – 1979/81
20 – Augusto Luiz Fernandes – 1981/83 – 1983/85
21 – Luiz Hugo Ruguê Bernardes – 1985/87 – 1987/89
22 – Absaí Gomes Brito – 1991/93 – 1993/95 – 2001/03 – 2003/05
23 – Guilherme Luiz Gonçalves – 1995/97
24 – Valdivino José de Oliveira – 1997/99
25 – Joneval Gomes de Carvalho – 1999/01
26 – Americano do Brasil Freitas – 2005/07
27 – Luiz Carlos de Castro Coelho – 2009/11
28 - Manoel da Costa Lima - 2011/13

 

Abel Tolentino
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